Num país em que circulam na via pública, nos parques, jardins, praias, cães de raças perigosas, sem trela, sem acaimo.
Se alguém demonstrar receio os donos dos animais é que ainda ficam indignados, dizem "os cães são melhores que as pessoas", "o meu cão nunca mordeu", "o meu cão não faz lixo"... um país que normalizou a pessoaliação dos cães, são chamados por nomes de gente, têm mais direitos que crianças ou idosos.
Quando o meu filho tinha 6 anos, na nossa praceta em Carcavelos foi atirado ao chão por um cão de grande porte, ficou com escoriações na cara, braços e pernas. A dona do animal disse que a culpa foi da criança, que tinha provocado a perseguição do cão por ter fugido.
No ano passado um jardim público em Oeiras, quando eu estava distraído a tirar fotos a flores, um cão ia-me mordendo na canela, escapei por pouco por ter saltado para cima de um muro.
Ao interpelar a dona do cão, ela retorquiu que ia passear ali o animal todos os dias, e que como o cão nunca me tinha visto era "normal que tenha ladeado", mas que não fazia mal só queria brincar.
No meu bairro há 3 grandes relvados, ninguém pode por um pé na relva, estão cheios de dejetos de cão.
As crianças, idosos e famílias não podem usufruir de nenhum relvado, pois são os 3, casas de banho dos cães. Se uma pessoa comentar, todos os proprietários de cães insurgem-se indignados, dizem que o seu cão é muito asseado, que é melhor que as pessoas, que eles os donos gostam mais dos animais do que das pessoas...
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