O problema é que Portugal, passados 40 anos, está a ser ultrapassado pelos países que entraram 15 anos depois.
Portugal abandonou e esqueceu as aldeias do interior. 9 anos depois dos grandes incêndios de 2017, nada foi feito, zero largos nas aldeias, zero estacionamento, zero ruas novas, zero alargamento de caminhos, zero caminhos novos, não foi feito o afastamento da floresta dos centros das aldeias antes pelo contrário, no PDM de 2024 a CCDR-centro e Câmaras Municipais reduziram substancialmente o perímetro urbano das aldeias de Carregal do Sal em Viseu, aproximando a área florestal dos centros das aldeias aumentou o risco das populações.
Em Beijós, Carregal do Sal, o perímetro urbano diminuiu 53%, muitos terrenos urbanizáveis passaram em 2024 a terrenos florestais, a 300 metros do centro da aldeia.
Há quem tenha feito partilhas em 2017 com avaliação de terrenos urbanizáveis e por decisão de conluio da CCDR-centro e Câmara Municipal de Carregal do Sal, passaram a área florestal em 2024, prejudicando gravemente o valor do património dos proprietários, impedem a construção de casas novas, com condições de acessibilidade, mobilidade facilitada e conforto térmico. Beijós perdeu 40% de população nos últimos 30 anos e 16% nos últimos censos. Em vez de ter medidas de combate à desertificação, o que a CCDR-centro e Câmara Municipal de Carregal do Sal fizeram foi o oposto, deram a estocada final e a "extrema unção" ao futuro da aldeia milenar. Pretendem que as pessoas adquiram e reconstruam os casebres de há 100 anos, em ruas estreitas sinuosas apertadas íngremes e sem estacionamento, sem acessibilidade facilitada nem condições de vida moderna e sem hipótese de conforto térmico. Chamam de 'centro histórico " confundem uma aldeia beirã em desertificação com os centros concorridos de Lisboa ou Porto. É muito triste, senão seria hilariante.
Quem no seu juízo perfeito irá investir nas aldeias que o poder político e administrativo resolveu varrer do mapa. Nos últimos 30 anos zero urbanizações modernas nas aldeias do Concelho de Carregal do Sal e talvez do Distrito de Viseu.
Beijós, continua com 25% de habitações sem saneamento básico.
A autoestrada nova de raíz a sul do Mondego de Viseu a Coimbra está metida na gaveta, interesses obscuros financeiros impedem essa modernização do interior e teimam em gastar milhões no IP3 com elevados prejuízos para o tráfego local e até de longo curso ou internacional.
O país especializou-se em festas, festivais, museus, futebol, exposições, ralis, campeonatos, congressos, concertos, eventos, cimeiras, jornadas, estátuas, almoçaradas, jantaradas, viagens de propaganda.


