Já foi tentado antes, não funcionou.
Os policias também envelhecem, adoecem, têm stress pós traumático, depressão, burnout, engravidam, têm bebé em amamentação, família que adoece. Há ainda o grau elevado de dificuldade dos serviços administrativos, sigiloso, questões de segurança, de confiança.
A maioria dos polícias teve um curso de 6 ou 9 meses, deram um crachá e arma e vai para a rua fazer cumprir as leis, só para comparação H
há 36 anos para ser 1º Marinheiro, início de carreira dos quadros permanentes (QP) na Marinha era necessário 12 meses de curso, 3 de recruta e 9 de especialidade, eletricista, mecânico, condutor, artilheiro, padeiro, cozinheiro ou administrativo.
Há 36 anos um Guarda de 2ª classe ganhava mais 56% que um 1º Marinheiro, hoje um Agente começa a carreira no nível 8 e o 1º Marinheiro começa no nível 9. Em 3 décadas a PSP perdeu mais de 50% da importância relativa.
Os PSP vão para a aposentação aos 65 anos e os GNR e forças armadas (FA) aos 60.
Os PSP têm uma fórmula de cálculo da reforma que os penalisa e têm menos valor na reforma de menos 20% em média que os seus homólogos da GNR ou FA.
Agora verifica-se, seguindo o exemplo das pessoas que entraram para a Marinha há 42 anos, que os Sargentos da Marinha vão para a aposentação com mais 500€ em média que a média dos seus homólogos Chefes da PSP.
Será que nas Forças Armadas vão substituir por civis as funções administrativas, ou padeiros, eletricistas, cozinheiros, condutores, mecânicos?
Mas dada a incapacidade de tornar atrativa a profissão de polícia, querem manter salários baixos, fracas instalações, falta crônica de meios auto, pouca empatia e solidariedade com os agentes, carreiras pouco dignas, reforma tardia e com grandes cortes!

