As aldeias do interior profundo do país estão em desertificação, abandonados e esquecidos.
É urgente, necessário, imprescindível e inadiável o apoio às populações que vivem nas aldeias do interior, mais acessibilidade, melhorar a mobilidade facilitada, criar estacionamento, isenção de IMI, fim do IMT e das mais valias, urbanização e loteamento fácil e gratuito.
Urge uma nova política de repovoamento do interior, deve ser criada a lei da "dupla insularidade" para as aldeias que tenham perdido mais de 10% de população nos últimos censos ou mais de 25% nos últimos 40 anos.
A CCDR-centro e a Câmara Municipal de Carregal do Sal retiraram 53% do perímetro urbano da aldeia de Beijós no PDM de 2024. Será que pretendem apagar a aldeia do mapa? Beijós perdeu 16% da população nos últimos censos, pretenderam dar o golpe final?
Porque é que perseguem os proprietários das pequenas aldeias?
Porque é que impedem a construção nova com condições modernas de habitabilidade, acessibilidade e conforto térmico?
Porque é que confinam as pessoas nos arruamentos apertados, sinuosos, íngremes e sem estacionamento?
Porque é que teimam em obrigar as pessoas a restaurar casebres, cochichos sem a mínima hipótese de habitabilidade moderna?
Porque é que aumentam a burocracia, complicações e problemas para quem pretenda regressar às suas raízes e construir uma casa nova, com condições modernas de habitabilidade e conforto térmico e acessibilidade e estacionamento?
Consta que o lobby das florestas, dos vinhateiros e os interesses obscuros financeiros instalados dominam os centros de decisão, será?
Qual foi o investimento, nas últimas 2 décadas, na criação de novos loteamentos, novas urbanizações, novas infraestruturas, novas ruas, novos caminhos, estacionamentos nas aldeias como Beijós? Zero?
Como é que os responsáveis da CCDR-centro e Câmara Municipal de Carregal do Sal pretendem inverter o inverno demográfico?
