O país não soube preparar-se para o crime organizado internacional.
Eles riem-se da ingenuidade do legislador português. O país virou o eldorado das máfias internacionais, forças de segurança com infraestruturas obsoletas de há 50 anos, carreiras pouco atraentes, salários baixos, envelhecidas e desmotivadas, com falta crônica de meios, condições de trabalho, de alojamento e de alimentação insalubres e indignas. Falta estrutural de investimento nas cadeias e tribunais, processos demorados e labirínticos, penas ridiculamente brandas e excesso de garantimo para os criminosos. Falta de respeito pelo direito de segurança e tranquilidade da comunidade e das vítimas. Indesmentível e revoltante empatia rápida e fácil pelos fora-da-lei e parasitas, por parte dos responsáveis políticos, pela comunicação social, comentadores e activistas.
Falta de coragem para fazer as mudanças necessárias, imprescindíveis e inadiáveis.
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