O país da burocracia infinita.
Os processos administrativos, os licenciamentos, têm que ser simples, fáceis e rápidos. Só assim haverá transferência e só assim se acabar com a necessidade de "conhecer alguém" e dos envelopes.
Até o povo irmão brasileiro fala do choque que sentem com a enorme burocracia em Portugal. As funcionárias que estão na linha da frente no atendimento não têm qualquer autonomia, "a Drª é que decide e agora está numa reunião, ou de férias". Tentem mandar um email para a câmara, respondem?, quanto tempo demora? Esclarecem ou resolvem? Claro que não.
Portugal especializou-se em festas, festivais, exposições, ralis, campeonatos, congressos, concertos, eventos, cimeiras, jornadas, museus, estátuas, almoçaradas, jantaradas, viagens, futebol...
As aldeias do interior profundo do país foram abandonadas e esquecidas, há 30 anos que não há qualquer investimento de infraestrutura ou arruamentos modernos, acessibilidade, mobilidade facilitada, largo e faixa de 100 metros para proteger a população dos incêndios, 25% das casas ainda não têm saneamento básico, PDM confinam as populações nas casas de há 100 anos, tuas estreitas, sinuosas, apertadas, íngremes, CCDR-centro e Câmara Municipal de Carregal diminuíram em 53% o perímetro urbano de Beijós, uma aldeia em Viseu.
É a cultura da barraca com Porsche à frente.
Quem é que no seu juízo perfeito vai investir numa aldeia do interior? Como querem os políticos que as nossas Gentes que emigraram há 30 ou 40 anos voltem e invistam nas suas Raízes?
É a política da desertificação do país.
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