eu vivi antes do 25ABR1974 e não gostei do que vi, embora reconheça que havia ordem e confiança nas regras.
Mas sou um democrata, convicto que a liberdade e democracia são negociáveis.
O pior é que já não temos confiança na palavra de grande parte dos políticos que nos têm governado. Dizem uma coisa e fazem outra, qual é o valor da sua palavra? Alguém sabe?
O interior do país está entregue ao esquecimento e abandono, está à mercê de interesses financeiros instalados, reina o nepotismo, clientelismo, compadrio, amiguismo e corrupção.
Que mudanças estruturais houve nas aldeias do interior profundo de Portugal? Pouco mais que zero.
Por exemplo em Beijós, uma aldeia no concelho de Carregal do Sal, nos últimos 20 anos que mudanças na qualidade de vida da população?
Porque é que o CCDR-centro e a Câmara Municipal se acharam no direito de diminuir o perímetro urbano da aldeia?
Nos últimos 20 anos, nos últimos 10 anos, nos últimos 5 anos, qual foi a percentagem do orçamento para investimentos em Beijós?
Nos próximos 4 anos qual será a percentagem do orçamento para Beijós?
Podemos fazer estas questões, legítimas, sem sofrer bocas de cada vez que vamos a Carregal do Sal? Podemos questionar isto, no Ágora moderno, que são as redes sociais, o Facebook, com respeito elevação de linguagem e ter esclarecimentos? Ou as redes sociais do estado e das autarquias só servem para anúncios de propaganda, de auto elogio dos que têm responsabilidade e obrigação de apresentar contas da gestão e governo dos dinheiros públicos?
Será que a obra que vão fazendo é um favor? Se alguém disser a sua opinião, é avisado, sente aperto, sente esgares e olhares feios, ou até retaliação ou tentativa de silenciar e intimidar?
Será isto a tal liberdade e democracia?
Que diferença tem este tipo de conduta da que tanto nos tentam assustar?
Porque é que se vê tanta gente em silêncio, acomodada e conformada com o facto de quem tem obrigação de fazer votar ao esquecimento as ribeiras de Beijós, a sua poluição grave recorrente ano após ano?
Porque é que após noticiar num post do Facebook fotos da ribeira de Travassos em Beijós com aparente aspecto de descarga poluente, há que se acha no direito de tentar abafar dizendo que é melhor não dar notícia, senão então é que não resolvem?
Porque é que passadas tantas décadas de espera e esperança, se constata que 1/4 das casas de Beijós continuam sem saneamento básico!
Quando numa reunião, há alguns anos, da OCDE, em Paris, em que eu participei em representação de um ministério português, ouvi da boca de um político, dizer que em Portugal todas as habitações já tinham saneamento básico?
Porque é que uma aldeia como Beijós, com inegável potencial para o turismo, beleza rara, 3 ribeiras e 7 colinas, milhares de anos de história de habitação de humanos, esteja relegada ao esquecimento pelo CCDR-centro, Cim-Dãi-Lafões e Câmara Municipal de Carregal do Sal?
Porque é que para a próxima semana vou almoçar ao Carregal e mais uma vez vou ouvir comentários "engraçados" e sentir que alguns que fingem não ler nada do que aqui escrevemos, se dão ao trabalho de mandar boquinhas de tentativa de amedrontar ou intimidar?
Será que pensam que nos calamos?
Ou o que dizemos não é verdade?
Porque é que um vereador sentiu que podia dizer, numa audiência a meu pedido para tentar impedir a extrema redução do perímetro urbano de Beijós no PDM (2024), que era "110% a favor da redução" e que o "objetivo era obrigar a reabilitação das casas do centro histórico de Beijós" e "quem quiser construir uma casa nova tem muitos lotes em Cabanas ou Carregal"?
Naturalmente que quem é do Carregal ou de Cabanas sente que o sonho dos que são de Beijós seja morar no Carregal ou em Cabanas. Não compreendem como é que uma pessoa possa querer fazer uma casa em Beijós se pode fazê-la no Carregal ou em Cabanas.
Será que podemos escrever estas palavras com a nossa opinião, sem com isso criar mal estar nos políticos que nos governam?
Será que os políticos que nos governam têm tempo para ler isto e tempo para esclarecer porque Beijós aparentemente não conta com uma estratégia de futuro?
Sei que o meu compadre está a pensar, "este tipo escreve demais, fala demais".
Mas não posso deixar de transcrever um comentário que fiz num post de Ricardo Leão, Presidente da Câmara de Loures:
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💪👏👏
Enfim luz no fundo do túnel.
Parece que o paradigma vai mudar.
Direitos e deveres iguais para todos, quem não cumprir os deveres tem que perder direitos.
A empatia do estado, autarquias, políticos, segurança social deve ser com quem se esforça para estudar, trabalhar, respeitar as regras e leis. Esses cidadãos ou estrangeiros imigrantes devem ser acarinhados, apoiados, premiados.
Que se acabe de vez, com coragem e determinação, sem medos, com a complacência e mordomias aos pulhas, rufias, foras-da-lei, criminosos e parasitas.
Vivas ao Sr. Presidente da Câmara Municipal de Loures 🎖️🇵🇹
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