O PDM é um culpado, confina as pessoas nos aglomerados antigos.
O PDM e a Câmara Municipal de Carregal do Sal reduziram o perímetro urbano da aldeia de Beijós para metade (-53%), em 2024.
Qualquer iniciativa de loteamento esbarra na dificuldade da burocracia infinita, o proprietário tem que suportar na íntegra todos os custos de urbanização, taxas e impostos. Processos demorados e labirínticos. Depois o sistema atira culpas para o proprietário dos elevados preços dos lotes.
Tenho um terreno (6.265 m²) urbano à venda em Carregal do Sal, por 44.000€, resolvi fazer um loteamento, a Câmara Municipal demorou 43 dias a responder ao pedido de viabilidade, empurrou a construção da rua, praceta, passeios, água, eletricidade, saneamento, ITED, águas pluviais e passeios, para que o proprietário fizesse toda a obra. Chamei um Engenheiro ao terreno para dar início ao processo, diz que o projeto ficará cerca de 5.000€, a urbanização cerca de 50.000€. Ora assim é difícil imaginar novas urbanizações, qualquer iniciativa para construção de casas novas com condições modernas de acessibilidade e mobilidade facilitada tem mil obstáculos. Tenho dois emigrantes na Alemanha, interessados em adquirir lotes com cerca de 1.000 m², mas será difícil haver viabilidade para esta urbanização.
Depois gastamos milhões a fazer prédios de "custos controlados" para atribuir a famílias "necessitadas".
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